Weidman vê mancha no legado de Anderson e cita uso de esteroides no Brasil

A notícia – dada com exclusividade pelo Combate.com – de que Anderson Silva falhou em teste antidoping, em novembro do ano passado, por conta de testosterona sintética e diurético, repercutiu mal. Chris Weidman, que venceu o brasileiro duas vezes e foi o responsável por lhe tomar o cinturão do peso-médio (até 84kg) do UFC, garantiu não estar surpreso com a notícia das substâncias encontradas, mas apontou que a carreira do Spider fica manchada.

– Sim, definitivamente isso mancha seu legado. Você falha num antidoping e toda a sua carreira fica sob suspeita, na minha opinião. E ele falhou duas vezes. Então, definitivamente, mancha seu legado. Não sei mais o que dizer sobre isso. É apenas mais um na lista. É um após o outro. Literalmente, quase todos os caras com quem já lutei falharam num teste antidoping – disse Weidman ao “MMA Fighting”.

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Para justificar a normalidade com que encarou a notícia, Weidman listou adversários que já teve e que já caíram em testes antidoping.

– Todos esses caras estão nisso. Até mesmo Lyoto Machida falhou num teste antidoping. Não pensei que ele era esse cara. Todos os caras – Yoel Romero, Vitor Belfort. Vá no Sherdog e veja meu cartel. Literalmente, quase todos os homens com quem já lutei falharam num teste antidoping.

A testoterona sintética tem efeito similar ao de esteroides anabolizantes, porém, com menos riscos de efeitos colaterais, mas com o mesmo aumento de performance nos atletas. Weidman, de 33 anos, ainda afirmou que “esteroides são muito fáceis de conseguir” no Brasil, apesar de Anderson Silva morar e treinar em Los Angeles, nos EUA.

– Não estou tão surpreso. Ele está mais velho agora. Não sei. Não estou super surpreso. No Brasil sei que os esteroides são muito fáceis de conseguir (…). A realidade é que isso definitivamente mancha seu legado.

Hoje número 4 do ranking peso-médio do UFC, Chris Weidman ainda revelou que lhe foi oferecida uma terceira luta com Anderson no ano passado, para o UFC Rio 9, em junho. O americano não aceitou o duelo. Ele substituiria Kelvin Gastelum, à época flagrado em antidoping por uso de maconha.

– Não acho que era (tempo) suficiente para estar preparado para essa luta. E não sei o que essa luta faria por mim. E então a luta com Gastelum aconteceu (em julho). Ele era um cara que estava numa série de vitórias e as pessoas achavam que ele iria me vencer. Prefiro lutar com caras assim.

A última luta de Chris Weidman foi com Gastelum, em julho do ano passado. Uma lesão num dedo naquela luta o levou a uma cirurgia e a ausência no restante do ano no octógono. Na semana passada, o americano cogitou uma luta com Ronaldo Jacaré, número 3 da divisão.

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