Guerrero diz que seguirá na luta mesmo com redução de pena: “Não fico tranquilo”

A imprensa peruana amanheceu nesta quinta-feira em clima de festa, após a Fifa reduzir a pena de Paolo Guerrero que permite a participação do atacante na Copa do Mundo de 2018. Com o gancho de seis meses (inicialmente era de um ano), o jogador diz que seguirá na luta para provar a sua inocência diante das acusações de doping que levaram à punição. A defesa do peruano ainda tentará uma absolvição total na Corte Arbitral do Esporte (CAS).

– Para mim, é importante continuar provando minha inocência. Também me sinto um pouco indignado porque não deveria estar passando por isso. Há um pouco de injustiça. É realmente difícil. Não fico tranquilo agora que reduziram a punição. Seguirei lutando e demonstrando a minha inocência. Agora tenho que sentar com meus advogados para decidir qual passo vamos tomar – disse, em entrevista à agência “Reuters” nesta quinta-feira.

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Guerrero testou positivo para benzoilecgonina, principal metabólito da cocaína, em exame antidoping realizado após o jogo entre Peru e Argentina, no dia 5 de outubro. A partida era válida pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Por causa disso, a Fifa suspendeu o atleta por 30 dias preventivamente, o tirando da reta final da corrida por uma vaga na Rússia (que o Peru conseguiria ao derrotar a Nova Zelândia na repescagem).

– Tem sido forte e difícil este período, sobretudo para meus pais, que estão muito preocupados. Não poder jogar é muito complicado. Agora tenho que ter força para lutar e estar novamente jogando futebol. Esse é o meu objetivo e o que mereço, pois sou inocente – completou o atacante.

Pena de Guerrero é reduzida para seis meses; defesa ainda tenta absolvição

Segundo a defesa, o metabólito benzoilecgonina – presente na cocaína e encontrado na urina do centroavante do Flamengo – é proveniente da folha de coca utilizada para chá consumido em diversos países da América do Sul. Os advogados apontam contaminação em um outro tipo de chá ingerido pelo jogador.

– Não sabemos o que houve. O que sabemos é que houve uma contaminação. Isso para mim, para os médicos e creio que para a Fifa também. Está claro, por conta da quantidade tão baixa que saiu no doping. Agora é continuar a luta com meus advogados, porque eu não deveria estar passando por essa punição. Eu deveria estar curtindo as minhas férias e estar concentrado para os meus objetivos profissionais em 2018 – disse Guerrero.
Com a redução, o atacante pode voltar a jogar em maio de 2018. Assim, ele estará liberado para defender a seleção peruana na Copa do Mundo, o que levou a imprensa local a festejar a notícia em suas manchetes nesta quinta-feira.

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