Fim dos Mundiais sub-20 e sub-17: o que muda na base brasileira?

Fifa anunciou nesta quinta-feira que extinguirá os Mundiais Sub-20 e sub-17 e criará uma competição sub-18 que será disputada anualmente. A medida certamente terá consequências e mudanças boas e ruins para a base mundial. Eis aqui uma análise.

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Brasil sub-17

Quem ganha e quem perde?

Na estrutura atual, os europeus ganham muito. Porque têm uma competição sub-21 (que na verdade é sub-23) e a diferença no período de formação em relação aos jogadores das seleções sul-americanas aumenta de três para cinco anos. Se a Conmebol não se mexer, esse buraco na formação certamente prejudicará as seleções nacionais.

A competição terá um bom nível?

Em tese, sim. Com 48 participantes, é possível dar experiência a vários países. Além disso, a liberação dos jogadores será, em tese, mais fácil. E o fato da competição ser anual também ajuda bastante, pois acaba com a questão dos anos ímpares, sempre prejudicados na América do Sul.

O que a experiência da Copinha pode mostrar?

Quando a Copa São Paulo reduziu a idade dos jogadores, houve muita gente a favor, dizendo que iria “oxigenar” o torneio e dar “fôlego” aos clubes, porque “quem é bom, é bom aos 18”. A bravata se mostrou um desrespeito total com o tempo maturacional dos jogadores, que deve, e muito, ser observado. Há quem estoure aos 18, aos 20 ou aos 24 anos. A medida, portanto, vai na contramão do que apregoa a boa formação.

Os africanos serão beneficiados nos resultadosResultado de imagen para brasil sub 18 fifa

Multicampeões do Mundial Sub-17, os africanos certamente vibram com a notícia, pois fisicamente sempre levam vantagem em torneios com limitação de idade menor. No sub-20 essa vantagem diminui, mas no sub-18 é flagrante.

O que essa mudança gera?

A necessidade da criação de uma grande competição sub-21 ou sub-23 parece bem clara. Ou o aumento da valorização do torneio olímpico, tão desprezado pela própria Fifa.

O que deverá acontecer com essa necessidade?

Absolutamente nada. Base, em geral, só é vista quando a seleção principal perde. Aí entram os discursos genéricos de “Não formamos mais ninnguém”, ou “Não temos mais craques como antigamente”. Fora isso, é tratada nos poderes mais altos como algo secundário, objeto de disputa política interna ou propaganda quase “enganosa”, no caso de muitos títulos. E assim caminhará a humanidade.

 

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