Corinthians evolui no 4-2-3-1, mas precisa achar soluções urgentes

Ao explicar a mudança de esquema do 4-1-4-1 para o 4-2-3-1 no Corinthians antes mesmo de a bola rolar para o empate por 1 a 1 contra o RB Brasil, nesta segunda-feira, Fábio Carille disse que seu time vinha criando menos nos últimos jogos e que, a partir de agora, teria mais posse de bola e controle de jogo.

E embora o jogo não tenha mostrado isso – o time da casa apertou marcação e ficou mais com a bola (53% a 47%), enquanto o Timão só criou três chances reais de gol –, o conjunto da obra após o empate deu sinais de que o time tende a melhorar no “novo antigo” desenho tático.

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Anulado pela arbitragem de forma polêmica, o gol de Rodriguinho poderia ter dado a vitória ao Timão, mesmo com atuação irregular.

Duas coisas, porém, ainda atrapalham a equipe, que tem sequência difícil pela frente (Palmeiras, Millonarios, da Colômbia, e Santos):

  • Sem Arana, a lateral-esquerda ainda não tem dono;
  • Sem Jô, a função de camisa 9 precisa URGENTEMENTE de um novo dono.

O JOGO

Com Renê Júnior e Camacho (em noite ruim), Carille abriu mão da pegada de Gabriel – que ficou no banco – e apostou num meio-campo mais criativo, com rapidez de troca de passes e transição ofensiva veloz.
Clayson (autor da jogada do gol, marcado por Tiago Alves, contra) e Romero foram bem pelos lados, enquanto Rodriguinho teve bastante liberdade pelo meio. O time apostou nos contra-ataques e mostrou alguns traços semelhantes com a equipe do ano passado – mesmo com carências evidentes.

Improvisado como centroavante, Júnior Dutra fez mais um jogo tímido. Por mais que mostre vontade e tenha técnica, não chega nem perto do que foi Jô. Não apenas pela falta de gols, mas também pela ausência da característica de pivô, que era opção de desafogo no ano que se foi.
Na lateral-esquerda, Juninho Capixaba foi destaque negativo. No primeiro tempo, entregou bola para Deivid e levou bronca do goleiro Cássio. Na etapa final, cabeceou bola que era do goleiro e mandou contra as próprias redes. Saiu machucado e dificilmente jogará o Dérbi.

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Com boa atuação, Renê Júnior pode ser mantido para o clássico, ao lado de Gabriel – Camacho não fez bom jogo. Maycon, pela esquerda, deve ser outra novidade.
A semana servirá ainda para Carille diagnosticar com quem pode contar no banco de reservas. Sheik, até aqui, não mostrou a que veio. Os jovens Pedrinho e Matheus Vital ainda aguardam oportunidades. Em entrevista coletiva, o treinador pediu a chegada de mais dois reforços.
Há três jogos sem vencer, o Timão tem no Dérbi uma esperança de mudança, como em 2017. Vencer dará tranquilidade para que os ajustes sejam feitos sem atropelos – embora o excesso de zelo da diretoria na contratação de um atacante tenha sido prejudicial.

Semana importante no CT Dr. Joaquim Grava.

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